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Edição
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Fique sabendo o que o Didú degustou e aproveite as informações privilegiadas |
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O Planeta voltará a ser BIODINÂMICO |
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Sempre digo que o Ser humano vai salvar o Planeta, nem que seja por interesse econômico...
Visitei a convite da Miolo para o Vale dos Vinhedos para participar do Wine Day de uvas brancas. Pude conversar bastante com Adriano Miolo, um dos melhores enólogos do pais e certamente um dos mais brilhantes empreendedores que temos. Sempre antenado e bem relacionado internacionalmente em seu setor, Adriano me contou da tendência da Vitivinicultura Mundial e dos cinco pontos que hoje são considerados fundamentais para quem quer estar no mercado.
No vídeo, ao som do vento e das cigarras, Adriano ressalta e explica os cinco pontos: Preço, Qualidade Sensorial (Tipicidade), Segurança Alimentar, Rastreabilidade e Viticultura Sustentável. Adriano me contou ainda, que a quase totalidade de seus tintos já não se utiliza mais de leveduras de laboratório, mas sim as próprias leveduras indígenas que a natureza deu naquele ano e naquele terroir.
Um dia o Planeta voltará a ser biodinâmico, pois o consumidor vai exigir isso. É apenas uma questão de tempo, não tenho dúvidas. Nos Estados Unidos e Europa, os produtos orgânicos crescem muito mais que os não orgânicos e o consumo dos jovens vai exigir isso.
Ou seja, o Ser humano vai salvar o Planeta por interesse econômico... tudo bem, ta valendo. Saúde!
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Os vinhos de Galvão Bueno |
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Galvão Bueno está entusiasmadíssimo com seus vinhos. Ele comprou um vinhedo em Candiota e enquanto suas vinhas são plantadas ele lançará já em agosto o “seu” assemblage com as uvas da parceira Miolo, que vinificará e fará a operação comercial de seus vinhos. São dois por enquanto, um espumante de Chardonnay e Pinot Noir que se chamará Bueno Cuvée Prestige. O outro um tinto encorpado ao estilo Bordeaux com Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Petit Verdot este se chamará Bueno Paralelo 31. Ele mesmo conta de seus vinhos.
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Wine Day Miolo |
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Ser recepcionado e ciceroneado pelo Adriano Miolo não é para qualquer um e fiquei lisonjeado. Aprendi muita coisa e em menos de 24 horas, que incluiram uma noite no ótimo SPA do Vinho, visita à Miolo, colheita de Chardonnay, degustação de 18 vinhos (um show o Pinot Grigio Fortaleza do Seival e o Lovara Chardonnay e que custam menos de R$ 30,00), almoço com o tempero de Dna. Glades e ainda ver o Galvão Bueno vibrando com o conjunto dos velhinhos e cantando a "Bela Polenta" eu ainda consegui saber que:
A Miolo fará um bom Riesling Renano de vinhedos de mais de 36 anos, que o Toninho tem um Fordeco impecável, que o Fabio Miolo foi muito mais traquina que o Adriano, que o Galvão Bueno vai lançar um espumante e um tinto encorpado, com mais Cabernet, mas também Merlot e Petit Verdot, ao estilo de Bordeau (ele confunde margem direita com margem esquerda), que o Vale dos Vinhedos agora é uma DO com exigências e preferências de castas e limites de produção, que as cinco metas das grandes vinícolas no mundo passam hoje, entre outras coisas, pelo preço e pelo chamado "vinho verde" ou seja, respeito ao meio ambiente e séria busca do orgânico.
Soube ainda que a Miolo está priorizando leveduras indígenas nos seus tintos, que seus vinhedos estão quase que totalmente na agricultura sustentável, conheci pessoalmente o novo CEO Marcelo Toledo que fala a mesma lingua que eu: COMUNICAÇÃO. Finalmente alguém que dá valor a esse tema e que ainda por cima veio do ramo cervejeiro, que sabe disso como ninguém. Adorei.
A única notícia triste foi saber que não existe mais Alfrocheiro em Candiota e por tanto agora só Touriga Nacional e Tinta Roriz no Quinta do Seival Castas Portuguesas. Comprem tudo que acharem do 2004 ele ainda vai longe. O Adriano me grantiu que o 2005 ainda tem Alfrocheiro, mas sei que é pouquinho e não tem mais aquela elegância rústica e autêntica que seduziu também Jancis Robinson. Uma pena, mas como dizia o Rabino, "não há tudo de bom para todos"... Curta o vídeo.
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CPI das caixinhas |
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Fico sabendo na coluna da Monica Bergamo que a Assembléia do Estado de São Paulo deve abrir uma CPI para apurar inúmeras denúncias de que Restaurantes ficam com parte ou toda caixinha dos garçons. É possível uma coisa dessas? Não vou contar quem é mas soube por um Sommelier de famoso endereço de São Paulo, que sai da caixinha a reposição de taças e a compra de toalhas. ABSURDO TOTAL. Não bastasse a margem ABSURDA que se coloca no vinho, ainda enfiam a mão na caixinha do cara que fica ralando lá em horários quase desumanos.
Infelizmente é uma categoria desunida e de pouca cultura. Com a base de salário que têm é justamente a caixinha que compensa o trabalho, é simplesmente REVOLTANTE isso.
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Ravin lança seu catálogo |
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Rogério D'Avila, um dos mais competentes profissionais do vinho no Brasil, "Secondo Me" e secondo tantti... pois quando foi trabalhar com Otávio Piva na Expand a importadora vendia ao ano R$ 70 milhões, saiu de lá deixando um faturamento anual de R$ 240 milhões. Ele acaba de lançar seu catálogo de vinhos. Um show da iniciante Ravin, com Sassicaia, Zuccardi, A Mano Batasiolo (só em São Paulo) e tantos outros ótimos rótulos. Ele contou o que poucos contam, que já tem mil Clientes, mas precisa atingir dois mil e quinhentos, o que pretende fazer em 5 anos (faltam 4), conseguindo conseguir 5% do mercado de 6 milhões de caixas de vinhos finos importados no Brasil.
Entusiasmo não falta e equipe também não, estão com ele profissionais que somam mais de cem anos de experiência nesse setor, todos oriundos da Expand. Um detalhe importante, Rogério comprou à vista os vinhos de José Alberto Zuccardi.
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EIVIN de Marcio Marson apresenta seus vinhos |
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Ainda sem seu catálogo, mas com uma coleção de vinhos nacionais de primeiríssima qualidade, Marcio Marson, que cuidou com competência de toda a distribuição dos vinhos no Wine Week, apresentou à Imprensa e Clientes sua coleção de vinhos da Eivin. (www.eivin.com.br)
Inclui até marcas conhecidíssimas do mercado como Chandon e Salton, mas que podem ser adquiridas até em poucas garrafas na Eivin. Há também os pequenos notáveis que devem ser provados como o Terragnolo, o primeiro produtor que conheço que coloca em sua ficha de descrição do vinho, que usa pedaços de madeira dentro do tanque de fermentação, (as conhecidas “aduelas”), para afinar seu vinho sem ter que investir uma fortuna em barricas. Muito bacana isso, deveria ser obrigatório constar dos rótulos essas coisas, o uso de leveduras, aromatizantes, etc. o consumidor tem o direito de saber o que está bebendo "Secondo Me". Um dia vai ser assim.
Além do ótimo Cabernet Franc Churchill, que é produzido com as uvas do Valmarino e estagiado em carvalho americano, também o espumante Estellato de Cabernet Sauvignon e Merlot, os vinhos do Villagio Grando, ótimos mas caros e o .Nero Moscatel, delicado e elegante. O brasileiro precisa perder esse preconceito bobo com a moscatel, inclusive e principalmente os Cheffs e Sommeliers, pois ela é muito versátil e mereceria experimentos em harmonizações.
Meu grande destaque é o atual campeão de qualidade, preço e personalidade, um vinho que "não muda a voz ao telefone", puro que não quer ser ninguém, é ele mesmo, cheio de raça, com bret, corpo, equilíbrio e custa R$ 42,00, falo do PRELUDIO de Marco Daniele.
A iniciativa de Marcio Marson é uma oportunidade rara aos bons pequenos produtores que não têm como competir com as gigantes Salton, Miolo, Aurora, para estarem no principal mercado brasileiro com qualidade de atendimento no varejo. Parabéns.
Como digo sempre, podemos até ficar sem beber, mas beber mal jamais...
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